Conselho repudia ação civil
Os integrantes do conselho municipal de Transporte Coletivo de Brusque resolveram levar a público uma carta oficial em nome do órgão, que repudia a ação judicial que determina nova licitação para o transporte coletivo. A decisão foi tomada durante a reunião ordinária do grupo, realizada na noite de ontem (14).
Os conselheiros criticaram por unanimidade a iniciativa de Odirlei Dell’Agnolo, autor da medida. Segundo o presidente do conselho, Alexandre Gevaerd, a ação prejudica todo o processo já iniciado de modernização dos serviços. “Há um prejuízo muito grande para a cidade ter que passar agora por um novo edital de concorrência pública, cuja licitação vai demorar alguns meses”, comentou Gevaerd, afirmando que o processo todo fica paralisado até que haja uma decisão final da Justiça.
A representante da empresa Santa Luzia, Maria Cristina Klan Temer, disse que a empresa tentará derrubar a liminar. “Passamos do meio do processo todo de investimento que tínhamos assumido com a prefeitura, confiantes na renovação. Estamos confiantes de que o efeito seja positivo a nós para tentarmos salvar estes investimentos já feitos”. Segundo ela, a empresa já havia feito aproximadamente R$ 1 milhão em investimentos na bilhetagem eletrônica em três ônibus.
Norival Comandolli, dono da empresa Santa Terezinha, também confirma que a empresa entrou com recurso para tentar reverter a decisão judicial. “Só aguardando a decisão da Justiça para saber o desfecho. E uma decisão de Brasília ainda, porque o caso vai demorar muito tempo”, comenta ele, informando que o setor jurídico da empresa entregará na semana que vem a documentação de recurso ao Judiciário da Comarca.
Outro assunto que foi discutido na reunião de ontem do conselho de Transporte Coletivo, foi o percentual de reajuste das passagens. As empresas encaminharam uma planilha de custos à prefeitura. De acordo com os empresários, o valor ideal para operar sem problemas seria de R$ 3,12.
Entretanto, Alexandre Gevaerd afirmou que esta é uma proposta muito aquém do que o município pode permitir, sugerindo que o valor fique em, no máximo, R$ 2,60. Hoje, a tarifa de ônibus em Brusque custa R$ 2,20. A discussão ficou para a reunião seguinte do conselho.



